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Saldanha - Lisboa

Processo Terapêutico



Processo Terapêutico

O processo psicoterapêutico, em termos globais, consiste em ajudar o paciente na exploração dos seus sentimentos, na promoção de consciência e na realização de mudanças na sua vida. O terapeuta e o paciente, trabalham juntos para alcançar estes objectivos, com o terapeuta a orientar o processo e o paciente a decidir o quê, quando e como quer mudar.


A psicoterapia é uma forma de ajudar a pessoa a obter alívio do seu sofrimento emocional, a descobrir uma direção para a sua vida, e a receber um feedback que pode facilitar a mudança. Além disso, o processo terapêutico permite que uma pessoa experiencie relações saudáveis, trabalhe o seu desenvolvimento pessoal, aborde preocupações existenciais, e aprenda valiosas competências/ recursos/ estratégias.



Por vezes, as pessoas procuram ajuda para tomar decisões acerca da direção das suas vidas. A psicoterapia pode ajudar as pessoas a estabelecer objetivos que são consistentes com os seus sonhos, valores e capacidades.



Um aspeto importante do processo psicoterapêutico é o feedback que o terapeuta proporciona acerca do impacto que o paciente tem nos outros. Apesar deste feedback ser proporcionado de modo gentil, o facto de ser honesto torna-o extremamente útil na motivação da pessoa para a mudança.



Em psicoterapia, as pessoas podem aprender competências necessárias para uma vida mais satisfatória e para desenvolverem o seu potencial. Estas competências podem incluir aprender como: comunicar com os outros; resolver conflitos; ser mais assertivo; identificar estratégias de tomada de decisão; mudar hábitos não saudáveis. Estas competências podem ajudar as pessoas a conseguirem envolver-se de forma mais plena nas suas vidas.



No início, o processo terapêutico foca-se no conhecimento do paciente, a fim de obter uma compreensão do que o incomoda e determinar a melhor forma de o ajudar. O processo terapêutico é especificamente adaptado às suas necessidades.



Processo Terapêutico


Muitas vezes as pessoas procuram a psicoterapia para aliviar os seus sintomas, o que é um motivo muito válido. No entanto, a psicoterapia encerra em si mesma um desafio maior, que consiste em ajudar-nos a contrariar a nossa tendência para permanecer em zonas de conforto, e encorajar-nos a adotar uma atitude de maior abertura à vitalidade e dinamismo do fluir do aqui-e-agora. A psicoterapia pode ajudar-nos a explorar o nosso potencial e a viver uma vida mais feliz e significativa.



O processo psicoterapêutico destina-se a fortalecer o sentimento de capacidade e a facilitar o nosso desenvolvimento, de forma a estarmos preparados para enfrentar o que encontrarmos no nosso caminho. Realizar psicoterapia não é um processo fácil. Por vezes, vai sentir-se desconfortável ao analisar os seus sentimentos desagradáveis e as suas razões subjacentes. Todos temos partes nossas que não queremos ver, partes que nos assustam e que cuidadosamente temos escondido nas profundezas do nosso interior. Será importante para o sucesso da psicoterapia que nos permitamos ver aquilo que não queríamos ver em nós.



A vulnerabilidade constitui o acesso privilegiado a este processo, permitindo-nos experienciar as coisas como elas são. Esta tarefa não é fácil, requer compromisso, esforço, capacidade para tolerar as emoções difíceis, capacidade para focar a atenção em diferentes aspectos de nós mesmos, de acordo com os momentos, e muita compaixão. Requer dedicação, vontade de se aventurar no seu mundo interior, e disponibilidade para estar vulnerável.



Quando nos tornamos mais conscientes de partes nossas que desconhecíamos existirem, podemos iniciar uma relação mais intima com nós próprios. Por sua vez, sentimos uma maior satisfação com a nossa vida, porque as nossas ações, emoções e pensamentos estão mais alinhados. Além disso, através da compreensão dos nossos conflitos internos inconscientes e dos nossos padrões relacionais, diminuímos o seu impacto no nosso bem-estar e na nossa capacidade de responder adequadamente à vida.



Ficamos mais sintonizados com o que necessitamos e com o que é necessário num determinado momento. Isso inclui todo o nosso ser, ou seja, a consciência dos nossos estados mental, emocional e somático (físico). Vai requerer o conhecimento das nossas crenças e ideias passadas acerca da realidade, e também das nossas limitações e capacidades. De certa forma, a psicoterapia pode ser encarada como uma aventura pelos meandros do nosso mundo interior, como um processo de auto-descoberta transformador.



Arte-Psicoterapia

 Arte-Psicoterapia

A arte-psicoterapia é um tipo de intervenção psicológica, de cariz psicodinâmico, que, para além da expressão verbal, integra mediadores artísticos no seu contexto.


Numa sessão de arte-psicoterapia, a dado momento, são disponibilizados ao paciente materiais das artes (por exemplo, lápis de pastel, tintas, plasticina, barro, tabuleiro de areia e outros) através dos quais a pessoa se poderá expressar de forma não verbal.



A criação resultante é posteriormente explorada verbalmente e serve de suporte à compreensão do mundo interno do paciente. Como outras psicoterapias, procura trazer a um nível consciente aspetos inconscientes, num ambiente seguro e contentor. Estas características facilitam a expressão emocional, libertando a capacidade de pensar e a criatividade. (Carvalho, R.)



É importante salientar que a arte como ferramenta aplicada à clínica, é um processo atentamente guiado, onde a tríade terapeuta, paciente e criação estão intrinsecamente vinculados num contexto com um fim específico de catarse, expressão do sofrimento e elaboração de sentimentos, na desconstrução de padrões de pensamentos e comportamentos. Há uma quebra de paradigmas relativos às suas vivências, de modo a construir novos padrões mais saudáveis, criando novas perspectivas e construindo uma nova realidade que possa proporcionar o encontro do eu enquanto essência.



Arte-Psicoterapia

A expressão criativa artística e o recurso à imaginação, no contexto da relação psicoterapêutica potenciam, o insight e o desenvolvimento de um sentido e significado para as vivências pessoais, abrindo caminho para a transformação pessoal.



Através do criar arte e do refletir sobre os processos e os trabalhos artísticos resultantes, as pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros, melhorar a sua auto-estima, lidar melhor com sintomas, stress e experiências traumáticas, desenvolver recursos físicos, cognitivos e emocionais, e desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico.




Adequa-se a todas as faixas etárias, e é importante salientar que não é necessário ter competências artísticas uma vez que o objetivo não é estético.

Arte-Psicoterapia


O tipo de procedimento a ser utilizado vai depender da história de vida do paciente, da sua queixa clínica, bem como dos seus interesses, propensões e limitações. Cada caso é único, e é necessário realizar todo um procedimento personalizado para cada paciente.



Terapia Familiar

 Terapia Familiar

A terapia familiar tem como objetivo ajudar as famílias a conseguirem uma melhor compreensão e apoio recíproco, que torne a relação familiar mais gratificante para todos os seus membros.


A terapia familiar favorece que os vários membros da família, expressem num ambiente seguro e protegido, com a ajuda dum terapeuta familiar, as suas perspetivas, emoções e pensamentos, bem como o contributo positivo que cada pessoa pode dar à família.



As famílias podem ser comparadas ao corpo humano. Quando magoamos uma parte do nosso corpo, as outras partes também podem ser afetadas. Mas, todas as partes do corpo são importantes para a resolução do problema, assim as famílias também devem trabalhar em conjunto quando alguma coisa está a provocar sofrimento e desconforto.



As famílias, ao longo do ciclo evolutivo vital, estão vulneráveis às crises que, apesar de serem momentos de instabilidade, impulsionam-nas ao crescimento, para atingir estados maturativos mais evoluídos. Entende-se, assim, que toda a crise, frente à rutura e instabilidade temporária que ocasiona no sistema familiar, cria, por conseguinte, uma necessidade de reorganização das inter-relações e uma descoberta de novas regras de funcionamento familiar. Às vezes, as famílias precisam de apoio para ultrapassarem situações de crise, melhorarem a comunicação, redefinir novas regras, normas e papeis na relação, de forma a recuperarem a harmonia e o gosto por estarem juntos.



Terapia Familiar

Muitas vezes as famílias são expostas a circunstâncias que provocam muito stress e sofrimento, e que exigem mudanças por parte da família. Essas situações podem ser relativas a situações de saúde, emprego, mudança de casa, dificuldades com os filhos, luto, adaptações culturais, etc. Num ambiente psicoterapêutico, as famílias podem ser ajudadas a falar das dificuldades e a encontrar recursos para ultrapassá-las. A terapia pretende nestas situações colaborar com as famílias na transformação da forma como vive e se relaciona, possibilitando aos diversos membros da família a partilha da sua perspetiva do problema, bem como a sua contribuição para a resolução do mesmo. A terapia familiar visa responder às necessidades da família, explorando e reorganizando os seus recursos. Pretendemos com a família, transformar a crise numa oportunidade de mudança, ajudando-a a encontrar um sentido para a adversidade.



Muitos dos problemas da família são mantidos ou aumentados por uma dificuldade de comunicação. A terapia familiar ajuda a família a comunicar de forma clara, a expressar as emoções e a colaborarem na resolução de problemas.



A terapia familiar respeita a importância das crenças, cultura e experiência de vida de cada pessoa, sendo a intervenção adaptada ao tipo de família: monoparental, reconstituída, bem como às idades, preferências e necessidades de cada família.



A terapia familiar pode intervir em diferentes áreas:

Parentalidade
Esta área é centrada na relação pais/filhos e tem por objetivo ajudar a família a compreender as necessidades das crianças ou jovens e a refletir e adotar as atitudes mais adequadas para desenvolver as suas potencialidades. Destacam-se situações de conflituosidade, perda de autoridade por parte dos pais, dificuldade em colocar limites aos filhos, início de situações de consumo: álcool, droga, jogo.


Terapia de Casal
A construção da relação de casal contém muitos desafios: separação da família de origem, definição do espaço individual e de casal, nascimento e crescimento dos filhos. Para além destas tarefas que o casal tem que desempenhar, muitas vezes surgem outros problemas que provocam angústia, conflito e despoletam uma crise no casal: infidelidade, problemas de saúde física ou mental de um dos cônjuges, situações de desemprego ou de mudança de casa.



 
 
 
 
 
 
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